Esportes e proteção ocular: prevenindo traumas que podem mudar a sua vida em segundos

Marcos sempre foi o tipo de pessoa que não dispensava um bom jogo de squash aos sábados. Aos 42 anos, ele se orgulhava do condicionamento físico e dos reflexos rápidos. No entanto, em um lance banal, uma bola rebatida com força total viajou em direção ao seu rosto. Não houve tempo para piscar. O impacto seco, bem no centro do globo ocular direito, transformou a diversão em um borrão cinzento e uma dor latejante que ele nunca havia experimentado. Casos como o do Marcos são muito mais comuns nos consultórios oftalmológicos do que se imagina. Quando pensamos em lesões esportivas, o cérebro projeta automaticamente joelhos torcidos, distensões musculares ou fraturas nos membros.

Quase ninguém coloca a saúde ocular no topo das prioridades antes de entrar em quadra ou no campo. O problema é que o olho é uma estrutura extremamente delicada e, ao contrário de um osso que se regenera com gesso e tempo, certos danos na retina ou no nervo óptico podem ser irreversíveis. O trauma ocular no esporte geralmente ocorre de duas formas: por impacto direto de um objeto (como uma bola de tênis, peteca de badminton ou um cotovelo acidental no basquete) ou por perfuração. No caso do impacto direto, a pressão súbita pode causar o que chamamos de hifema — que é o acúmulo de sangue na câmara anterior do olho — ou, em cenários mais graves, o descolamento de retina e a catarata traumática.
Rio de janeiro fazer cirurgia de ceratocone
Por que os óculos comuns não são o suficiente? Muitas pessoas cometem o erro de acreditar que seus óculos de grau convencionais servem como barreira. Na verdade, eles podem ser um fator de risco adicional. Lentes de cristal ou resinas simples podem estilhaçar sob pressão, transformando um impacto que seria apenas uma contusão em uma laceração grave por fragmentos. Para quem pratica esportes de contato ou com objetos em alta velocidade, a regra de ouro é o uso de óculos de proteção com lentes de policarbonato. Esse material é até dez vezes mais resistente a impactos do que o plástico comum e não estilhaça. Além disso, as armações esportivas são projetadas para distribuir a força do golpe ao redor da órbita óssea, protegendo o globo ocular de sofrer a pressão direta.

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